Neste verão, maneire no álcool. Raciocínio, fala, movimentos e memória podem ficar comprometidos

O consumo elevado de álcool pode encolher algumas regiões do cérebro. Estudo realizado pelo neurocientista Peter Thanos, dos Estados Unidos, se apoiou em imagens de ressonância magnética de camundongos para melhor entender o papel da genética nos danos cerebrais provocados pelo consumo excessivo de álcool e apontar caminhos e estratégias mais eficazes de prevenção e tratamento do alcoolismo.

 



De acordo com a radiologista Flavia Cevasco, do CDB Medicina Diagnóstica, em São Paulo, a ressonância magnética tem condições de diagnosticar vários tipos de lesões causadas pelo álcool no cérebro dos indivíduos, sendo algumas reversíveis e outras permanentes. “O consumo crônico de álcool resulta na redução e atrofia de partes específicas do cérebro que podem levar à alteração do equilíbrio e marcha, dificuldade de raciocínio, cálculo e memória, danos muitas vezes progressivos e irreversíveis, além de quadros graves que evoluem para coma e morte se não forem tratados com rapidez e eficiência”.

De acordo com a médica, alguns desses sintomas são encontrados na Síndrome de Wernicke-Korsakoff (neuropatia relacionada à carência de vitamina B1), com achados específicos na ressonância magnética que permitem o diagnóstico e tratamento rápido e eficaz. As regiões do cérebro mais afetadas pelo consumo excessivo de álcool são responsáveis por alterações na memória e no comportamento, deficiência cognitiva, dificuldade para articular palavras e movimentos.

 

Fonte: Neste verão, maneire no álcool. Raciocínio, fala, movimentos e memória podem ficar comprometidos