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Especialistas alertam para alto custo social provocado por alcoolismo e tabagismo – Jornal O Globo

RIO — Todos os dias a psicóloga Maria Lucia Lam, de 65 anos, cumpria um ritual: preparava seu café da manhã, sentava-se à mesa da cozinha e lia o jornal fumando. Até a hora de dormir, consumiria de dez a 15 cigarros após as refeições, em casa e nos momentos de lazer. Manteve o hábito por mais de 40 anos, teve um enfisema e, com o apoio da família, decidiu procurar tratamento e jogar seus maços no lixo.



— Tenho especialização em dependência química e minha filha é pneumologista, então sei os riscos, mas é muito difícil abandonar o cigarro — destaca Maria Lucia. — Na minha adolescência, era muito chique fumar. Até cadeira de cinema tinha cinzeiro. As campanhas antitabagistas só começaram 30 anos depois. Precisei mudar meus hábitos. Tomo remédios contra a ansiedade e a depressão. Para distrair a minha mente, levo meu café e o jornal para o quarto, e lavo a louça logo depois do almoço. E lembro que, devido ao enfisema, passei mal duas vezes por falta de ar. Era como se estivesse morrendo afogada.

Maria Lucia não fuma há quatro anos. Neste período, teve apenas uma recaída. Por isso, lembra que uma dependência química não tem cura — é, no máximo, controlada. A mesma lição é conhecida pelos alcoólatras. A dificuldade para livrar-se da bebida e do cigarro foi tema na semana passada da última edição deste ano do Encontros O GLOBO Saúde e Bem-Estar. O evento foi coordenado pelo cardiologista Cláudio Domênico e teve mediação da jornalista do GLOBO Josy Fischberg

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